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Reajuste eleva preço de tabela da fibra curta para US$ 580 por tonelada e ocorre após meses de descontos no mercado chinês
A Suzano anunciou na última sexta-feira, 28, aos clientes na Ásia um aumento de US$ 20 por tonelada nos preços da celulose de fibra curta a partir de setembro. Com o reajuste, o preço de tabela passa a US$ 580 por tonelada, segundo avaliação do Bradesco BBI.
Em relatório assinado pelos analistas Rafael Barcellos, Gustavo Arruda e Matheus Moreira, o banco considera o movimento uma surpresa positiva, após meses de descontos que levaram os preços da celulose na China de US$ 600 para US$ 560 por tonelada.
O Bradesco BBI avalia que o risco de novas quedas nos preços da celulose é limitado diante de sinais recentes de recuperação das compras chinesas e projeta que o reajuste anunciado pela Suzano seja implementado com sucesso.
Entre os fatores que sustentam essa avaliação estão a sazonalidade mais favorável esperada para o quarto trimestre, com as fabricantes de papel retomando níveis normais de atividade em agosto; os baixos estoques de celulose, atualmente equivalentes a cerca de dois meses, ante três meses em níveis considerados normalizados; e o maior suporte de custos, com os preços de cavacos de madeira importados do Vietnã acima de US$ 200 por tonelada de madeira seca.
Outro elemento apontado pelo banco é o adiamento da operação da OKI II para o início de 2027, o que reduz a pressão sobre a oferta de celulose no curto prazo.
As verificações de mercado realizadas pelo BBI também indicam possibilidade de novos aumentos em outubro e novembro, de US$ 20 por tonelada em cada mês. Caso o movimento se confirme, os preços da celulose poderão retornar ao patamar de US$ 600 por tonelada.
Apesar dos desafios estruturais que permanecem no setor, o Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra para as ações da Suzano, com preço-alvo de R$ 73.