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Portal Celulose - 21/10/2026

Safra projeta resultados mistos para empresas de papel e celulose no 3º trimestre

Suzano e Dexco devem apresentar avanço em relação ao trimestre anterior, enquanto Klabin e CMPC tendem a enfrentar pressão sobre os resultados operacionais

Safra projeta resultados mistos para empresas de papel e celulose no 3º trimestre

O Safra revisou suas estimativas para as empresas de papel e celulose referentes ao terceiro trimestre de 2026. As projeções indicam desempenhos distintos entre as companhias acompanhadas, com expectativa de melhora para Suzano e Dexco e de recuo para Klabin e CMPC.

Os resultados devem refletir a combinação de preços da celulose, custos operacionais e volumes comercializados, além de fatores específicos de cada negócio. Entre os destaques, a consolidação da Arbex deve contribuir para o avanço da Suzano, enquanto despesas maiores e preços menos favoráveis tendem a pressionar os resultados de outras empresas.


SUZANO: PAPEL E BENS DE CONSUMO IMPULSIONAM RESULTADO
A Suzano deve registrar EBITDA de aproximadamente R$ 6 bilhões no terceiro trimestre, segundo as estimativas do Safra. O valor representa alta de 26% em relação ao trimestre anterior e supera em 3% a expectativa média do mercado, de R$ 5,8 bilhões. A consolidação da Arbex deve responder por grande parte do avanço.

O segmento de papel e bens de consumo deve apresentar EBITDA de R$ 1,3 bilhão, mais que o dobro do registrado no segundo trimestre. Já a operação de celulose deve alcançar cerca de R$ 4,8 bilhões, uma queda de 8% na comparação trimestral.

Os embarques de celulose devem somar 3 milhões de toneladas, alta de 4%. Apesar do aumento dos volumes, o preço médio realizado deve recuar 2%, para US$ 589 por tonelada, limitando o desempenho da divisão.

Em contrapartida, a redução dos custos de manutenção tende a compensar parcialmente as pressões provocadas pelos gastos com produtos químicos, energia e gás natural.


KLABIN: CUSTOS OPERACIONAIS PRESSIONAM MARGENS
Para a Klabin, o Safra projeta EBITDA de aproximadamente R$ 1,86 bilhão no terceiro trimestre, queda de 1% em relação ao período anterior. A estimativa também fica 11% abaixo do consenso de mercado, de R$ 2,08 bilhões.

A pressão deve vir principalmente dos preços menores da celulose e do aumento dos custos operacionais. A companhia deve comercializar 1,04 milhão de toneladas, excluindo madeira, o que representa crescimento de 2% na comparação trimestral.

Os embarques de celulose devem atingir 396 mil toneladas, enquanto as vendas de papel e embalagens estão estimadas em 204 mil e 280 mil toneladas, respectivamente.

A sazonalidade favorável deve beneficiar as vendas de cartão revestido. No segmento de embalagens, o aumento dos volumes de caixas de papelão ondulado também pode contribuir para o resultado.

Esses fatores positivos, porém, devem ser parcialmente neutralizados pelo aumento dos custos. A parada de manutenção em Otacílio Costa, as maiores despesas florestais e as medidas preventivas relacionadas ao El Niño devem pressionar a rentabilidade.

O Safra estima custo caixa total de R$ 3.312 por tonelada. Com isso, o EBITDA por tonelada deve recuar 7%, para R$ 1.791.


DEXCO: DIVISÃO DE MADEIRA LIDERA AVANÇO
A Dexco deve registrar EBITDA ajustado de R$ 576 milhões no terceiro trimestre, alta de 16% frente ao trimestre anterior. Apesar do avanço, a projeção fica 6% abaixo do consenso de mercado, de R$ 611 milhões.

A divisão de madeira deve ser a principal responsável pelo desempenho, com EBITDA estimado em R$ 522 milhões. O resultado deve refletir o aumento de 2% nos preços realizados e de 3% nos embarques.

As vendas de madeira devem alcançar 814 mil metros cúbicos. Além disso, a redução de 1% no custo caixa por metro cúbico tende a favorecer a rentabilidade do segmento.

Em metais e louças sanitárias, a expectativa é de estabilidade, com preços mais altos compensando a redução prevista dos embarques.

Já a divisão de revestimentos deve apresentar EBITDA de R$ 1 milhão, abaixo dos R$ 7 milhões registrados no segundo trimestre. Nesse segmento, a queda dos preços deve anular os efeitos positivos do aumento dos volumes e da redução dos custos, mantendo a operação como um ponto de atenção no balanço.


CMPC: PREÇOS DA CELULOSE E CUSTOS LIMITAM DESEMPENHO
A CMPC deve apresentar EBITDA ajustado de US$ 265 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 2% em relação ao trimestre anterior. A projeção também fica 13% abaixo do consenso de mercado, estimado em US$ 304 milhões.

A divisão de celulose deve concentrar a principal pressão, com EBITDA estimado em US$ 172 milhões. Embora os embarques devam crescer 2%, os preços realizados dos produtos de fibra curta e longa tendem a recuar, limitando a geração de caixa.

A companhia deve comercializar 954 mil toneladas de celulose no período. Mesmo com o avanço dos volumes, a perspectiva de preços menores deve prejudicar o resultado da divisão.

Na Softys, o Safra projeta EBITDA de US$ 95 milhões, queda de 6% na comparação trimestral. Os embarques devem aumentar 5%, para 227 mil toneladas, mas o avanço não deve ser suficiente para compensar a expectativa de custos e despesas operacionais mais elevados.

Em contrapartida, a divisão de embalagens deve apresentar melhora. O EBITDA projetado é de US$ 20 milhões, ante US$ 15 milhões no segundo trimestre. A rentabilidade maior, mesmo com volumes estáveis, pode compensar parcialmente o desempenho mais fraco das demais operações.

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