Aguarde, carregando...
Rodovias ligam municípios estratégicos para o setor de celulose e devem fortalecer o escoamento da produção industrial
O Governo de Mato Grosso do Sul pretende licitar, até o fim de 2026, a concessão à iniciativa privada de dois trechos de rodovias estaduais considerados estratégicos para a logística da chamada Rota da Celulose. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo governador Eduardo Riedel (PP), durante a Reunião Estratégica Regional promovida pela plataforma P3C e pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE).
Segundo o governador, a proposta já foi encaminhada ao EPE e prevê a concessão da MS-377, no trecho entre Água Clara e Inocência, e da MS-240, entre Inocência e Paranaíba. “É extremamente relevante para complementar a concessão que foi feita na Rota da Celulose, da BR-262, da MS-040. Ela faz toda essa conexão e a Arauco (que está construindo a maior indústria de celulose do mundo em Inocência) está no meio dela”, disse.
Riedel destacou ainda que o Estado já executa a pavimentação da MS-320, rodovia que ligará Três Lagoas à MS-377, reforçando a integração logística entre os municípios da região: “Essa concessão é estratégica para o desenvolvimento de toda essa região e devemos levá-la à Bolsa, à B3, até o fim do ano”.
ROTA DA CELULOSEA Rota da Celulose é um projeto de concessão rodoviária criado para modernizar e ampliar a infraestrutura de transporte na região central e leste de Mato Grosso do Sul, considerada estratégica para o escoamento da produção industrial e agropecuária, especialmente do setor de celulose.
Com extensão de 870 quilômetros, o sistema reúne trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, conectando municípios como Campo Grande, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Bataguassu.
A operação da malha foi concedida ao consórcio Caminhos da Celulose por um período de 30 anos, em contrato firmado em 6 de fevereiro de 2026. O modelo prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 6,9 bilhões destinados a obras e melhorias na infraestrutura e R$ 3,2 bilhões para custos operacionais.
Entre as intervenções programadas estão 115 quilômetros de duplicações, 457 quilômetros de acostamentos, 245 quilômetros de terceiras faixas, contornos urbanos, acessos, passagens de fauna e alargamento de pontes. A meta é garantir acostamento em toda a extensão concedida.
Além de ampliar a capacidade logística para atender à expansão da indústria de celulose no Estado, a concessão busca aumentar a segurança viária, melhorar a fluidez do tráfego e permitir novos investimentos conforme o crescimento da demanda.
A expectativa do governo estadual é que a modernização da malha rodoviária impulsione o desenvolvimento econômico regional, reduza custos de transporte e fortaleça a posição de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos nacionais de produção de celulose.