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Portal Celulose - 28/09/2026

Madeira para celulose representa 98,9 por cento do valor da silvicultura de Três Lagoas (MS)

Município produziu 7,9 milhões de metros cúbicos de madeira para papel e celulose em 2025, alta de 40,5% em relação ao ano anterior

Madeira para celulose representa 98,9 por cento do valor da silvicultura de Três Lagoas (MS)

A madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose respondeu por 98,9% do valor da produção florestal de Três Lagoas (MS) em 2025. Dos R$ 1,83 bilhão gerados pela silvicultura no município, R$ 1,81 bilhão teve origem nesse produto. Os dados fazem parte da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 24.

O percentual considera exclusivamente a atividade florestal e não representa a participação da silvicultura no conjunto da economia municipal. Ainda assim, o resultado evidencia a forte concentração da produção de madeira de Três Lagoas no segmento de papel e celulose.

Carvão vegetal, lenha e madeira destinada a outras finalidades, somados, representaram pouco mais de 1% do valor gerado pela silvicultura local.


CONCENTRAÇÃO TAMBÉM É OBSERVADA NA REGIÃO
A concentração da produção florestal em madeira destinada à indústria de celulose também aparece em outros municípios de Mato Grosso do Sul que se destacam no ranking nacional da silvicultura.

Em Brasilândia, a madeira para celulose respondeu por 99,9% dos R$ 591,1 milhões gerados pela atividade em 2025. Em Selvíria, a participação chegou a 99,2% dos R$ 384,4 milhões registrados no município.

Em Inocência, o produto representou 97,2% do valor da silvicultura, enquanto em Paranaíba respondeu por 96,3%. Em Aparecida do Taboado, a participação foi de 93,2%.

Ribas do Rio Pardo, segundo maior produtor de silvicultura do país, apresentou uma composição um pouco mais diversificada. A madeira destinada à produção de celulose representou 90,3% do R$ 1 bilhão gerado pelo município. Já o carvão vegetal respondeu por 5,2%, com R$ 52,2 milhões.

Em Água Clara, a participação do carvão vegetal foi ainda maior, alcançando 9,3% do valor da silvicultura, enquanto a madeira para celulose representou 86,3%.


MATO GROSSO DO SUL AMPLIA PRODUÇÃO
No conjunto de Mato Grosso do Sul, a madeira destinada à fabricação de celulose gerou R$ 5,16 bilhões em 2025, equivalente a 91,7% dos R$ 5,62 bilhões movimentados pela silvicultura estadual.

O volume de madeira colhida no Estado alcançou 29,9 milhões de metros cúbicos, crescimento de 20% em relação a 2024.

Em Três Lagoas, especificamente, o volume de madeira para fabricação de celulose passou de 5,6 milhões para 7,9 milhões de metros cúbicos em apenas um ano, uma alta de 40,5%. O valor da produção desse item avançou 218,9% no período.


PRODUÇÃO AVANÇA EM UM CENÁRIO DE PREÇOS INTERNACIONAIS MAIS BAIXOS
O crescimento da produção ocorreu em um período marcado pela redução dos preços da celulose no mercado internacional.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) citados pelo IBGE, o Brasil exportou 22,2 milhões de toneladas de celulose em 2025, movimentando US$ 10,2 bilhões. Apesar do aumento no volume exportado, o valor total das exportações caiu 3,9%.

De acordo com o IBGE, a retração está relacionada ao excesso de oferta no mercado global, à desaceleração do consumo na China, acompanhada pelo aumento dos estoques, e à valorização do real frente ao dólar.

A celulose ocupou a oitava posição entre os principais produtos da pauta de exportações brasileira em 2025, representando 2,9% do total.

No cenário nacional, a madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose foi o principal motor da silvicultura. O produto alcançou R$ 17,6 bilhões em valor de produção, alta de 16,3% e o terceiro ano consecutivo de crescimento expressivo.

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