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Município produziu 7,9 milhões de metros cúbicos de madeira para papel e celulose em 2025, alta de 40,5% em relação ao ano anterior
A madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose respondeu por 98,9% do valor da produção florestal de Três Lagoas (MS) em 2025. Dos R$ 1,83 bilhão gerados pela silvicultura no município, R$ 1,81 bilhão teve origem nesse produto. Os dados fazem parte da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 24.
O percentual considera exclusivamente a atividade florestal e não representa a participação da silvicultura no conjunto da economia municipal. Ainda assim, o resultado evidencia a forte concentração da produção de madeira de Três Lagoas no segmento de papel e celulose.
Carvão vegetal, lenha e madeira destinada a outras finalidades, somados, representaram pouco mais de 1% do valor gerado pela silvicultura local.
CONCENTRAÇÃO TAMBÉM É OBSERVADA NA REGIÃOA concentração da produção florestal em madeira destinada à indústria de celulose também aparece em outros municípios de Mato Grosso do Sul que se destacam no ranking nacional da silvicultura.
Em Brasilândia, a madeira para celulose respondeu por 99,9% dos R$ 591,1 milhões gerados pela atividade em 2025. Em Selvíria, a participação chegou a 99,2% dos R$ 384,4 milhões registrados no município.
Em Inocência, o produto representou 97,2% do valor da silvicultura, enquanto em Paranaíba respondeu por 96,3%. Em Aparecida do Taboado, a participação foi de 93,2%.
Ribas do Rio Pardo, segundo maior produtor de silvicultura do país, apresentou uma composição um pouco mais diversificada. A madeira destinada à produção de celulose representou 90,3% do R$ 1 bilhão gerado pelo município. Já o carvão vegetal respondeu por 5,2%, com R$ 52,2 milhões.
Em Água Clara, a participação do carvão vegetal foi ainda maior, alcançando 9,3% do valor da silvicultura, enquanto a madeira para celulose representou 86,3%.
MATO GROSSO DO SUL AMPLIA PRODUÇÃONo conjunto de Mato Grosso do Sul, a madeira destinada à fabricação de celulose gerou R$ 5,16 bilhões em 2025, equivalente a 91,7% dos R$ 5,62 bilhões movimentados pela silvicultura estadual.
O volume de madeira colhida no Estado alcançou 29,9 milhões de metros cúbicos, crescimento de 20% em relação a 2024.
Em Três Lagoas, especificamente, o volume de madeira para fabricação de celulose passou de 5,6 milhões para 7,9 milhões de metros cúbicos em apenas um ano, uma alta de 40,5%. O valor da produção desse item avançou 218,9% no período.
PRODUÇÃO AVANÇA EM UM CENÁRIO DE PREÇOS INTERNACIONAIS MAIS BAIXOSO crescimento da produção ocorreu em um período marcado pela redução dos preços da celulose no mercado internacional.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) citados pelo IBGE, o Brasil exportou 22,2 milhões de toneladas de celulose em 2025, movimentando US$ 10,2 bilhões. Apesar do aumento no volume exportado, o valor total das exportações caiu 3,9%.
De acordo com o IBGE, a retração está relacionada ao excesso de oferta no mercado global, à desaceleração do consumo na China, acompanhada pelo aumento dos estoques, e à valorização do real frente ao dólar.
A celulose ocupou a oitava posição entre os principais produtos da pauta de exportações brasileira em 2025, representando 2,9% do total.
No cenário nacional, a madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose foi o principal motor da silvicultura. O produto alcançou R$ 17,6 bilhões em valor de produção, alta de 16,3% e o terceiro ano consecutivo de crescimento expressivo.