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Pedido contempla canteiro de obras, usina de asfalto e tanque de combustível; governo também articula descentralização do licenciamento de trechos federais da concessão
O processo de implantação da infraestrutura prevista na Rota da Celulose avança em Mato Grosso do Sul com o pedido de Licença de Instalação e Operação (LIO) apresentado ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para a instalação de estruturas temporárias de apoio às obras.
O pedido contempla um canteiro de obras, uma usina de asfalto e um tanque de combustível destinado ao abastecimento dos veículos e máquinas utilizados durante as intervenções.
Segundo edital publicado na edição de segunda-feira, 10, do Diário Oficial do Estado, as estruturas serão instaladas no lote 2 da concessão, que compreende trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395. Juntas, as vias somam 154 quilômetros dentro do projeto.
A movimentação ocorre enquanto o Governo de Mato Grosso do Sul busca acelerar os procedimentos ambientais necessários para as intervenções nos trechos federais que integram a Rota da Celulose.
Na sexta-feira, 7, após reunião no Ministério do Meio Ambiente, o governador Eduardo Riedel afirmou ter solicitado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que o Imasul possa assumir parte dos processos de licenciamento ambiental relacionados às obras nas rodovias BR-262 e BR-267.
De acordo com o governador, a medida tem como objetivo reduzir o tempo de tramitação dos processos e permitir que as intervenções avancem com maior agilidade. Riedel afirmou que a solicitação ainda estava em análise pelo Ibama.
Como referência para a proposta, o governador mencionou um acordo de cooperação técnica firmado entre o Ibama e a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH). O entendimento permitiu que o órgão estadual assumisse parte dos procedimentos de licenciamento ambiental relacionados a obras em rodovias federais.
Nesse modelo, a competência da União permanece preservada, enquanto determinadas etapas da análise dos processos são descentralizadas para o órgão estadual. A estratégia busca dar maior agilidade à tramitação dos licenciamentos sem transferir integralmente a responsabilidade federal.
ROTA ESTRATÉGICA PARA O TRANSPORTEA Rota da Celulose é um projeto de concessão rodoviária estruturado para modernizar e ampliar a infraestrutura de transporte nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul. A malha é considerada estratégica para o escoamento da produção industrial e agropecuária, especialmente diante da expansão da atividade de celulose no Estado.
Ao todo, o sistema possui 870 quilômetros de extensão e reúne trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. A concessão conecta municípios como Campo Grande, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Bataguassu.
A operação da malha foi concedida ao consórcio Caminhos da Celulose por um período de 30 anos, em contrato firmado em 6 de fevereiro de 2026.
O projeto prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos ao longo da concessão. Desse total, R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras e melhorias na infraestrutura rodoviária, enquanto R$ 3,2 bilhões correspondem aos custos operacionais.
A implantação das estruturas de apoio representa uma das etapas necessárias para dar suporte à execução das intervenções previstas no trecho estadual da concessão. Paralelamente, a definição sobre o modelo de licenciamento dos trechos federais poderá influenciar o ritmo de avanço das obras nas demais rodovias que compõem a Rota da Celulose.