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Setor florestal registrou receita bruta de R$ 249,4 bilhões no ano, enquanto o Brasil manteve a liderança mundial nas exportações de celulose e a segunda posição na produção global
A produção brasileira de celulose atingiu 29,4 milhões de toneladas em 2025, alta de 6,95% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações do produto avançaram 11,6%, alcançando 20,7 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do relatório anual da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), publicado nesta terça-feira, 13.
Segundo o levantamento, a receita bruta do setor de árvores cultivadas somou R$ 249,4 bilhões em 2025, equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro. As exportações de toda a cadeia florestal totalizaram US$ 14,9 bilhões no período.
“Mesmo em face de um cenário marcado pela complexidade, com o aumento das tensões geopolíticas, a continuidade de conflitos em diferentes regiões do mundo, o recrudescimento de medidas protecionistas desestabilizando cadeias globais de comércio, e o enfraquecimento dos mecanismos multilaterais, o setor mostrou, mais uma vez, sua resiliência e competitividade”, disse, em comunicado de imprensa, Paulo Hartung, presidente da entidade.
BRASIL MANTÉM POSIÇÃO DE DESTAQUE NO MERCADO GLOBALDe acordo com a Ibá, o Brasil manteve, em 2025, a posição de maior exportador mundial de celulose e segundo maior produtor do insumo. Os resultados reforçam a relevância da indústria nacional no abastecimento internacional e na dinâmica do comércio global do produto.
O setor também mantém 710 mil postos de trabalho diretos e gera renda, direta ou indiretamente, para 3,8 milhões de pessoas no país, conforme o relatório.
MATO GROSSO DO SUL LIDERA EXPANSÃO DA ÁREA PRODUTIVAA área produtiva do setor florestal brasileiro alcançou 10,73 milhões de hectares em 2025. Mato Grosso do Sul foi o principal destaque na expansão, com o acréscimo de 222 mil hectares em áreas anteriormente classificadas como antropizadas, segundo informações divulgadas pela entidade.
O relatório também aponta avanços na restauração florestal e na silvicultura de espécies nativas. Essas atividades, descritas pela Ibá como uma indústria ainda nascente no país, já contabilizam 57,5 mil hectares de áreas em processo de regeneração.