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Plano de Eficiência e Competitividade impulsiona resultados, enquanto empresa amplia participação de celuloses especiais e avança em projetos de energia renovável e biometano
A Ence registrou lucro líquido de €500 mil no segundo trimestre de 2026, resultado impulsionado pela recuperação dos preços da celulose após períodos de baixa e pela redução dos custos operacionais obtida com a implementação do Plano de Eficiência e Competitividade para o negócio de Celulose.
O EBITDA consolidado da companhia alcançou €27 milhões no período, um crescimento de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025. No ano anterior, o resultado incluía €10 milhões provenientes dos Certificados de Economia de Energia (CAEs).
CELULOSES ESPECIAIS GANHAM PARTICIPAÇÃONo segmento de Celulose, a Ence avançou em sua estratégia de ampliar a produção de celuloses especiais, destinadas a substituir a celulose de fibra longa. Entre os destaques está a nova linha de produção de fluff pulp, voltada aos mercados de higiene e produtos para incontinência, que atualmente passa pela fase de qualificação junto aos clientes.
As celuloses especiais, que proporcionam uma margem adicional média de €36 por tonelada em comparação com a celulose convencional, responderam por 34% das vendas da empresa em 2026, ante 30% no ano anterior. A meta da companhia é elevar essa participação para mais de 62% até 2028, fortalecendo sua posição como produtora de substitutos de celulose de fibra longa.
CUSTOS DE PRODUÇÃO RECUAMComo parte da estratégia de ganho de competitividade, o custo caixa (cash cost) do negócio de Celulose caiu para €455 por tonelada no segundo trimestre de 2026, uma redução de €67 por tonelada em relação ao trimestre anterior. Segundo a empresa, o desempenho reflete os avanços na implementação do Plano de Eficiência e Competitividade.
ENERGIA RENOVÁVEL ACELERA EXPANSÃOO segmento de calor industrial renovável também apresentou avanços no período, com a entrada em operação de um novo projeto composto por duas caldeiras. A expectativa é encerrar 2026 com cinco projetos em operação, frente a apenas um registrado ao final de 2025.
Além disso, a Moeve selecionou a Magnon Servicios Energéticos, subsidiária da Ence, como parceira para desenvolver uma planta de energia térmica em sua refinaria de Huelva. As empresas estão na etapa final das negociações contratuais. O empreendimento, considerado Projeto Estratégico pelo Governo Regional da Andaluzia, deverá gerar mais de 350 GWh térmicos de energia.
PORTFÓLIO DE BIOMETANO SUPERA META PARA 2030Na frente de biometano, a Ence ampliou seu portfólio para 41 projetos, com potencial de produção de até 4 TWh, volume superior à meta de 1 TWh estabelecida para 2030.
Desse total, 28 projetos encontram-se nas fases de engenharia e licenciamento ambiental. A companhia espera obter a primeira Autorização Ambiental Integrada (AAI) no segundo semestre de 2026.