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Portal Celulose - 24/07/2026

Celulose ganha destaque nas exportações do Nordeste para a União Europeia

Produto mantém relevância na pauta regional em meio ao crescimento de 16,3% das exportações para o bloco europeu

Celulose ganha destaque nas exportações do Nordeste para a União Europeia

As exportações do Nordeste para a União Europeia cresceram 16,3% em maio e junho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando a relevância da região no comércio internacional em um momento marcado pelo início da vigência do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que, embora o levantamento contemple apenas o bimestre, os resultados reforçam tendências observadas ao longo de 2025, com destaque para a força das commodities industriais e agrícolas nas exportações nordestinas.

No setor de celulose, o Maranhão manteve sua posição de destaque. Entre maio e junho, as exportações do produto somaram US$ 104,5 milhões, desempenho muito superior ao da soja, que registrou US$ 15,4 milhões no mesmo período. O resultado evidencia a importância da celulose para a economia estadual e reforça a concentração da pauta exportadora maranhense, que já havia destinado 66,1% de suas vendas à União Europeia à pasta química de madeira ao longo de 2025.

Além da celulose, o estado também exportou alumínio, gorduras vegetais e resíduos agrícolas, embora em volumes significativamente inferiores.

Na Bahia, a celulose também figurou entre os principais produtos embarcados para o mercado europeu, integrando uma pauta exportadora mais diversificada. No período analisado, os farelos de soja lideraram as vendas externas, com US$ 90,5 milhões, seguidos pelos minérios de cobre, com US$ 83,8 milhões. Soja, celulose e café também registraram exportações superiores a US$ 30 milhões, refletindo uma estratégia menos dependente de um único produto.

Os dados indicam que o Nordeste inicia uma nova fase da integração comercial entre Mercosul e União Europeia, apoiado em diferentes perfis produtivos. Enquanto estados como o Maranhão seguem impulsionados pela competitividade da celulose, outros, como a Bahia, ampliam sua presença internacional por meio de uma pauta mais diversificada.

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