Aguarde, carregando...
Indústria mantém 10,5 milhões de hectares de florestas produtivas e conserva mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa em suas propriedades
No Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais anunciou uma marca expressiva: o plantio de 2,2 milhões de árvores por dia. São árvores plantadas, colhidas e replantadas para a geração de bioprodutos essenciais para o cotidiano. O dado, reunido pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), evidencia a dimensão de uma atividade que combina produção sustentável, conservação dos recursos naturais e geração de desenvolvimento econômico e social em todo o país.
As árvores cultivadas abastecem uma ampla cadeia produtiva responsável pela fabricação de produtos como papéis para higiene e uso pessoal, embalagens, livros, cadernos, papéis especiais, painéis de madeira, pisos laminados, biomateriais e fibras utilizadas pela indústria têxtil, a exemplo da viscose. Por serem provenientes de fonte renovável, serem recicláveis e biodegradáveis, esses produtos desempenham papel crescente na substituição de materiais de origem fóssil.
Ao longo de seu crescimento, as árvores removem gás carbônico da atmosfera e o armazenam em sua biomassa, contribuindo para o combate a um dos maiores desafios de nossos tempos: a mudança do clima. O setor produz seguindo uma lógica de manejo sustentável, como o plantio em mosaico, que intercala áreas produtivas e vegetação nativa, favorecendo a formação de corredores ecológicos e a conservação do solo, da água e da biodiversidade. De forma pioneira, há mais de duas décadas as empresas buscaram rigorosas certificações internacionais que atestam as boas práticas adotadas.
Atualmente, a indústria de árvores cultivadas mantém 10,5 milhões de hectares de árvores para fins produtivos e conserva mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa em suas propriedades, uma dimensão superior à do estado do Rio de Janeiro. A expansão do cultivo acontece sobre áreas antropizadas, de forma a transformar pastos de baixa produtividade em plantações produtivas, que ainda prestam valiosos serviços ecossistêmicos. Vale ressaltar que segundo o Atlas da Pastagem, da Universidade Federal de Goiás, há no Brasil mais de 100 milhões de hectares de terra com algum nível de degradação, que podem ser convertidas para a produção de alimentos, energia, fibras e restauração de florestas para a geração de créditos de carbono.
“Faça chuva ou faça sol, plantamos diariamente 2,2 milhões de árvores. Isso é resultado de investimentos em ciência aplicada, desenvolvido tecnológico e trabalho em viveiro para sustentar uma operação desse porte. A indústria e árvores cultivadas é um exemplo de bioeconomia competitiva, sustentável e inovadora”, diz Paulo Hartung, presidente da Ibá. “No Dia Mundial do Meio Ambiente, o marco reforça o papel estratégico do setor brasileiro na construção de uma economia mais sustentável, baseada em recursos renováveis, inovação tecnológica e compromisso com as futuras gerações”, completou.